Guia de Vieses Cognitivos

vieses cognitivos

Recentemente li um post muito legal sobre vieses cognitivos no site Além do Roteiro, tratava-se de uma tradução do artigo de Buster Benson onde eram listados uma série de vieses que afetam nossas decisões e julgamentos, inspirada por eles decidi fazer um artigo sobre o assunto.

Estamos sempre escolhendo!

Estamos a todo tempo sob a responsabilidade de fazer escolhas (das mais simples às mais complexas.)

Decidimos, por exemplo, se vamos começar a ler um artigo e ir até o fim, ou se paramos de ler e vamos ver algum vídeo divertido que nos enviam.

Escolhemos se vamos fazer as atividades que planejamos ou se iremos procrastinar mais um pouquinho.

Optamos por comer um docinho ao invés de manter rigorosamente a dieta.

Todos os dias temos que fazer tantas escolhas e já estamos tão acostumados com isso que mal percebemos que fizemos uma escolha.

Um filme que mostra muito bem a relação entre pequenas – e até grandes escolhas – e seus resultados, é o filme da Netflix ” Black Mirror: Bandersnatch”.

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Independente de você ter gostado ou não, aquele filme nos faz – por algum tempo – despertar para um fato:

Tudo na vida é questão de escolha. 

Certo, a vida é cheia de escolhas – das mais simples às mais complexas – mas grande parte de nossas escolhas não são tão racionais quanto pensamos.

Não somos tão racionais assim porque (parafraseando Drummond):

“Tinha um viés no meio do caminho;

No meio do caminho tinha um viés.”

No caminho das nossas decisões somos influenciados por uma infinidade de vieses cognitivos. 

O que são Vieses Cognitivos?

Vieses Cognitivos são distorções que acontecem em nossa percepção, nos fazendo julgar situações de forma não muito racional, automatizando a maioria das nossas escolhas e julgamentos.

Para Que Servem?

Os vieses cognitivos existem por algumas razões.

Gastamos muita energia conforme precisamos pensar a respeito de um assunto.

Isso acontece porque uma escolha reflete em várias consequências e é fruto de vários fatores.

Sendo assim, podemos dizer que eles existem para resolverem 4 problemas:

Excesso de informações; falta de significado; necessidade de agir rápido e para saber o que precisa ser lembrado em situações futuras.  

Problema #1 – Excesso de informações.

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Estamos a todo tempo recebendo uma infinidade de informações.

Quando estamos assistindo televisão, estamos recebendo informações; quando estamos tendo conversas descontraídas com amigos, estamos recebendo informações; quando estamos recebendo mensagens de Whatsapp ou rolando o nosso Feed do Facebook, estamos recebendo informações.

Trabalhar racionalmente cada informação que recebemos seria extremamente cansativo, é algo completamente impraticável.

Para lidar com a grande quantidade de informações e dar mais importância a fatos específicos  temos alguns vieses.

1. Damos mais importância aos detalhes que já estão implícitos em nossa memória – ou são repetidos com muita frequência. 

Essa regrinha é simples e muito fácil de notar. Pense:

> Por que aquelas músicas mais chatinhas e repetidas não saem de nossa cabeça?

> Por que empresas investem em slogans e jingles para seus produtos?

Eu tive um professor de História no Ensino Médio que repetia religiosamente três vezes tudo aquilo que considerava importante destacar.

Não à toa todos os alunos reclamavam dessa didática e até brincavam, mas as notas das provas mostravam algo impressionante: o conhecimento estava impregnado em nossas cabeças.  

Termos/ vieses relacionados

▶ Heurística da Disponibilidade: Este é um viés cognitivo onde as pessoas predizem a probabilidade de algo acontecer de acordo com a facilidade com que conseguem se lembrar deste fenômeno.

▶ Viés atencional: O viés atencional ocorre quando uma pessoa não leva em consideração todas as informações relacionadas a uma escolha e dá atenção apenas a algumas associações e correlações na hora de fazer um julgamento.

▶ Cascata da disponibilidade:  Uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade? Talvez! Este é um processo autossustentável onde a crença da maioria ganha mais relevância através do aumento da sua repetição no discurso público.

▶ Efeito da mera exposição: Quando alguma imagem nos aparece com certa frequência, tendemos a nos sentir mais familiarizados por ela, causando um efeito de  conforto com relação ao que representa. Tendemos a desenvolver maior afeto por essa imagem.

▶ Esquecimento dependente de dicas: É a dificuldade em lembrar daquilo que não tem dicas para ser evocado. Tendemos a lembrar melhor de coisas que possuem associações  com outras memórias. 

▶ Efeito de contexto:  O contexto de aprendizagem influencia a nossa memória. Um exemplo muito comum é quando você revisita um local onde passou a sua infância e relembra experiências que viveu naquela época.

▶ Viés do humor sobre memória: O estado emocional ou mental das pessoas também pode facilitar o acesso de memórias.

▶ Ilusão da frequência/Fenômeno Baader-Meinhof: Este é o fenômeno em que as pessoas que acabam de aprender ou perceber algo começam a ver coisas relacionadas por todos os lugares.

Lacuna da Empatia: Ocorre quando a influência do estado emocional (quente-frio) é subestimada diante de um julgamento.

▶ Viés da Omissão: O que é pior? Cometer um crime ou ver um crime sendo cometido – e com a possibilidade de se repetir várias vezes – e ser omisso ao que ocorre? O viés da omissão nos faz ver a omissão de algo danoso como algo muito menos grave do que uma prática errada.

2. Elementos engraçados/visualmente atraentes/ bizarros e antropomórficos se fixam mais do que elementos não bizarros e não cômicos.

Nossos cérebros tendem a dar mais importância aos fatos que sobressaem o que é comum, da mesma forma em que ignoramos o que é considerado comum ou esperado.

Termos/ vieses relacionados

Efeito da Bizarrice:  A Tendência que temos a conferir a eventos bizarros maior importância.

▶ Efeito Von Restorff: Este efeito determina que, quando em contato com vários estímulos diferentes, tendemos a dar mais atenção àqueles que for mais diferentes dos outros.

Efeito da superioridade de figuras: Figuras, fotografias e imagens são mais facilmente lembradas do que palavras.

▶ Efeito da autorelevância: Trata-se da tendência que as pessoas têm de se lembrarem das informações de acordo com a forma com a qual se sentem envolvidas.

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▶ Viés da Negatividade: Um acontecimento negativo possui maior peso e relevância na memória das pessoas do que acontecimentos positivos e neutros.

3. Notamos quando algo mudou.

E constantemente julgamos a partir de seus contrastes. Também tendemos a fazer comparações de coisas similares.

Termos/ vieses relacionados

▶ Ancoragem ou Focalismo: A tendência à conferir maior importância à primeira informação recebida.

▶ Efeito contraste:  Refere-se ao aumento ou diminuição de uma cognição ou percepção que é resultado de uma exposição imediatamente anterior ou simultânea a um estímulo menor.

▶ Efeito da denominação (ou ilusão do dinheiro): A tendência de pensarmos o dinheiro em termos nominais e não reais. Por exemplo: fichas de poker valem dinheiro, entretanto o fato de serem apostadas fichas – e não papel moeda – faz com que as pessoas sintam menos ao apostar.

▶  Efeito framing: A forma como uma situação é mostrada influencia diretamente o nosso julgamento.

▶ Lei de Weber-Fechner: Refere-se à relação entre a intensidade e a percepção da mudança de um estímulo.

▶ Viés da distinção: É a tendência a preferir avaliar duas opções como opostas do que ao avaliá-las separadamente.

4. Os detalhes que confirmam nossas crenças são sempre os mais atraentes!

Nossa atenção sempre se voltará mais àquelas situações as quais somos mais simpáticos. Ignoramos conceitos que contradizem nossas crenças porque repensar conceitos é muito custoso ao nosso cérebro. 

Termos/ vieses relacionados:

▶ Viés da confirmação de evidência: Tendência a buscarmos informações que corroborem nossas linhas de pensamento.

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▶ Viés da congruência: Tendência a testar hipóteses diretamente ao invés de testar também hipóteses alternativas.

▶ Racionalização pós-compra: Tendência a justificarmos nossos gastos mesmo que eles sejam irracionais.

▶ Viés pró-escolha: Tendência à atribuir retroativamente um bom julgamento à escolha feita.

▶ Percepção seletiva: Tendência a não observar ou esquecer rapidamente coisas negativas relacionadas aos nossos posicionamentos. Por exemplo, quando gostamos de uma pessoa que comete um erro, tendemos a julgá-la menos do que se fosse uma pessoa que desconhecemos cometendo o mesmo erro.

▶ Efeito expectativa-observador : Tendência de influência por parte do pesquisador na hora de interpretar resultados. A possibilidade de um pesquisador influenciar inconscientemente no resultado de sua pesquisa, indo em direção à confirmação de evidência.

▶ Efeito Avestruz: Tendência a ignorarmos notícias negativas sobre nossos julgamentos e/ou escolhas.

▶ Validação subjetiva: Validação subjetiva – ou efeito Forer, ou efeito Barnum – trata-se da tendência que temos a crer que eventos sem ligação lógica alguma pode ter algum tipo de ligação de acordo com nossas crenças.

Um exemplo muito comum é a crença em astrologia – nada contra, inclusive acho o assunto muito divertido. 

▶ Efeito Semelweis:  Tendência a rejeitar novas evidências ou novos conhecimentos porque contradiz normas, crenças ou paradigmas estabelecidos.

Problema #2 – Falta de significado.

Nunca saberemos sobre tudo o que nos cerca, muitas vezes é demandado que saibamos sobre algo para que tomemos uma decisão.

Como fazer se preciso decidir sobre algo que pouco ou nada sei? Vieses cognitivos também servem para isso!

1.Encontramos histórias semelhantes as que sabemos e padrões conhecidos. 

Podemos não ter vivido 0,0000001 % das histórias que ouvimos, mas nossa tendência será buscar similaridades com o que já conhecemos para podermos ter o poder de julgar ou escolher sobre determinado assunto.

Termos/ vieses relacionados

▶ Confabulação: Trata-se de um erro de memória definido como a produção de memórias falsas e distorcidas sobre si mesmo ou sobre outras pessoas/coisas sem a clara intenção de auto enganar-se.

▶ Ilusão de agrupamento:  Tendência de conferir a um agrupamento de eventos uma correlação que na realidade não existe baseando-se em observações isoladas.

▶ Insensibilidade a tamanho de amostra: Tendência a julgar a probabilidade de obter uma estatística da amostra sem respeitar o tamanho da amostra.

▶ Falácia anedótica: Tendência a utilizar uma única vivência própria ou exemplo de outra pessoa como um argumento sólido e convincente.

▶  Ilusão de validade: Excesso de autoconfiança na hora de predizer e analisar um conjunto de dados.

▶ Falácia do homem mascarado: Ocorre quando alguém faz o uso errado da lei de Leibniz para construir seus argumentos.

▶ Ilusão do recente: Tendência a crer que um termo ou palavra usada recentemente é nova, quando na verdade já existe há muito tempo.

▶ Falácia do apostador: Também conhecida por falácia de Monte Carlo é a falácia de que se algo tem acontecido com muita frequência atualmente, a tendência futura é que continue sendo frequente (vice-versa).

▶ Mão quente: Acreditar que ao experimentar um bom resultado, a tendência é obter o mesmo desempenho no futuro.

▶ Ilusão de correlação: É o fenômeno da percepção de uma relação entre variáveis (tipicamente pessoas, eventos ou comportamentos), mesmo quando não existe tal relação.

▶ Pareidolia: Tendência a observar estímulos vagos e atribuir significados que vão de encontro ao que é conhecido pelo observados, por exemplo enxergar animais nas nuvens.

▶ Antropomorfismo: Antropomorfismo é a atribuição de traços, emoções ou intenções humanas a entidades não humanas.

Sabe aquela pessoa que fala pelo animal de estimação como se ele tivesse sentimentos humanos? 

2. Preenchemos características de estereótipos, generalizações e histórias pregressas sempre que há novas instâncias ou vácuos de informação.

Quando temos informações limitadas sobre algo/alguém, nosso cérebro tende a compor o que nos falta de informação com palpites nossos ou de pessoas próximas a quem confiamos.

▶ Erro de atribuição de grupo: Tendência a crer que  a escolha individual de uma pessoa reflete a decisão do grupo a qual ela pertence ou a tendência a crer que o posicionamento de um grupo diz respeito aos indivíduos que o integram.

▶  Favoritismo Intragrupo: A tendência a enxergar com mais afeição as práticas e características das pessoas que fazem parte dos mesmos grupos que participamos.

▶ Estereotipação: Generalizações que buscam agregar um conjunto fatores e direcioná-los a um determinado grupo.

▶ Essencialismo: É a visão de que toda entidade tem um conjunto de atributos que são necessários à sua identidade e função.

▶  Fixação funcional: Viés cognitivo que nos limita a utilizar os objetos apenas das formas em que são convencionalmente utilizados.

▶  Efeito da credibilidade: Tendência a conferir a si mesmo muita credibilidade e segurança em sua auto-imagem e auto conceito.

▶ Hipótese do mundo justo: A crença de que ações de uma pessoa são inerentemente inclinadas a trazer consequências moralmente justas e adequadas a essa pessoa.

▶  Argumento da Falácia: A tendência a considerar um argumento completamente incorreto por conter uma falácia.

▶ Viés da autoridade: Tendência a atribuir mais validade ao que diz uma autoridade e inclinação a ser mais facilmente influenciado por ela.

▶ Viés da automação: Propensão a favorecer sugestões de sistemas automatizados de tomada de decisões e ignorar informações contraditórias feitas sem automação, mesmo se estiverem corretas

▶ Efeito adesão: Quanto mais pessoas creem em algo/ fazem algo, mais pessoas aderem à crença ou comportamento.

 Efeito placebo: É uma substância ou tratamento sem o valor terapêutico pretendido.

3. Imaginamos que elementos e pessoas com as quais somos familiarizadas ou temos afeto como melhores do que elementos ou pessoas com as quais não somos familiarizadas ou não carregamos afeto.

Termos/vieses relacionados:

▶  Efeito Halo: Tendência a atribuir julgamentos a pessoas/coisas/grupos/lugares de acordo com algumas características estereotipadas.

▶ Favoritismo intragrupo: Um padrão que favorece as pessoas do próprio grupo em detrimento de pessoas de outros grupos.

▶ Erro de atribuição grupal: O erro em atribuir semelhanças entre duas ou mais pessoas fora do nosso grupo, distanciando-nos ao máximo deles.

▶ Efeito racial: A tendência a reconhecer mais facilmente as faces da raça com as quais se está mais familiarizado (que é mais frequentemente a própria raça).

▶ Efeito líder de torcida: É o viés cognitivo que nos leva a crer que os indivíduos são mais atraentes quando estão em um grupo.

▶ Efeito da estrada conhecida: Tendência onde os viajantes estimarão o tempo gasto para percorrer as rotas de maneira diferente, dependendo de sua familiaridade com a rota. Rotas frequentemente percorridas são avaliadas como tendo um tempo menor do que as rotas desconhecidas.

▶ Diminuição reativa de valor:  Tendência a desvalorizar uma proposta que saia de um “inimigo”/ uma pessoa que não gostamos.

4. Simplificamos probabilidades e números para facilitar pensar sobre os mesmos. 

Termos/ vieses relacionados:

▶ Contabilidade mental: É o dinheiro sendo atribuído a determinadas “responsabilidades” ao invés de ser visto como fungível.

Por exemplo, a maioria das pessoas quando compra algo parcelado pelo cartão de crédito não considera os juros, considera apenas se terá o dinheiro para pagar as parcelas mensais.

▶ Viés da normalidade: É uma crença que as pessoas têm quando consideram a possibilidade de um desastre. Isso faz com que as pessoas subestimem tanto a probabilidade de um desastre quanto seus possíveis efeitos, porque as pessoas acreditam que as coisas sempre funcionarão como as coisas normalmente funcionaram.

▶ Falácia ao apelo da probabilidade: Crença de considerar algo garantido devido a sua probabilidade – ou possibilidade.

▶ Lei de Murphy: Crença de que se algo pode dar errado, dará errado.

▶ Falácia da conjunção:  É a tendência de julgar a probabilidade de o todo ser menor que as probabilidades das partes.

Por exemplo, a tendência de acreditar que a probabilidade de uma mulher ser assaltada em uma rua é maior do que a acontecerem assaltos na mesma rua.

▶ Viés do sobrevivente: O erro lógico de se concentrar nas pessoas ou coisas que passaram por algum processo de seleção e ignorar aquelas que não o fizeram. Isso acontece muito quando vemos histórias de superação e ficamos inspirados.

▶ Viés da soma zero: O viés de soma zero descreve julgar intuitivamente que uma situação é de soma zero (ou seja, os recursos ganhos por uma parte são correspondidos por perdas correspondentes a outra parte) quando, na verdade, é uma soma diferente de zero.

▶ Efeito da denominação: A tendência de gastar mais dinheiro quando este é denominado em pequenas quantidades.

▶ Lei de Miller: A maioria das pessoas armazenam 7 ( + ou – 2) itens de informação na memória de curto prazo. Sendo assim, nossa memória de curto prazo comporta de 5 a 9 itens.

5.Pensamos que sabemos o que outros estão pensando.

Temos a tendência a acreditar que as pessoas sabem o que nós sabemos ou que pensam como nós pensamos.

Termos/vieses relacionados:

▶ Maldição do conhecimento: Dificuldade em se comunicar efetivamente com pessoas que não tenham o mesmo nível de conhecimento sobre algo, por supor que todos têm o mesmo entendimento.

▶ Ilusão de transparência: Tendência de superestimar o grau em que seu estado mental pessoal é conhecido pelos outros.

” Como a minha melhor amiga não notou que eu estava mal??”

▶ Efeito holofote: Tendência a acreditar que está sendo mais notado(a) pelos outros do que efetivamente é.

▶ Ilusão do agente externo: É um conjunto de vieses de atribuição consistindo de ilusões de influência, insight e benevolência, propostas por Daniel Gilbert, Timothy D. Wilson, Ryan Brown e Elizabeth Pinel.

▶ Ilusão da percepção assimétrica: Tendência a acreditar que conhecemos as pessoas melhor do que elas mesmas.

▶ Viés dos incentivos extrínsecos: O viés de incentivo extrínseco é um viés atribucional segundo o qual as pessoas atribuem relativamente mais a “incentivos extrínsecos” (como recompensa monetária) do que a “incentivos intrínsecos” (como aprender uma nova habilidade) ao ponderar os motivos dos outros em vez de si próprios.

6. Projetamos nossas suposições e modelo mental atuais no passado e no futuro.

Termos/vieses relacionados:

▶ Viés da retrospectiva: O viés da retrospectiva, também conhecido como o fenômeno do saber-tudo ou determinismo rastejante,  refere-se à tendência comum das pessoas perceberem eventos que já ocorreram como tendo sido mais previsíveis do que antes eventos ocorreram.

”  – Eu já sabia que isso ia acontecer!”

”  – Ué e por que não avisou?”

▶ Viés do resultado: Erro cometido na avaliação de algo tendo em vista o seu resultado. Especificamente, o  viés do resultado ocorre quando o mesmo comportamento produz mais condenação ética quando produz um resultado ruim, em vez de bom, mesmo que o resultado seja determinado pelo acaso.

▶ Sorte moral: A sorte moral descreve as circunstâncias pelas quais um agente moral recebe a culpa moral ou o elogio por uma ação ou suas conseqüências, mesmo que esteja claro que esse agente não tem controle total sobre a ação ou sobre suas conseqüências.

▶ Declinismo: A forte crença de que a sociedade ou uma instituição tende ao declínio. Esta predisposição tem relação com o viés cognitivo retrospectiva rosada que vê o passado de forma mais favorável e o futuro como algo negativo.

” Bom mesmo era antigamente.”

▶ Efeito telescópio: Tendência a distorção temporal da realidade, enxergando eventos mais próximos como distantes ou mais distantes como próximos.

▶ Retrospectiva promissora/Retrospectiva rosada: Tendência a ver o passado como mais favorável e o futuro como algo ruim.

▶ Viés do impacto: É a tendência das pessoas superestimarem a duração ou a intensidade dos estados emocionais futuros.

▶ Viés do pessimismo: O viés do pessimismo é um efeito no qual as pessoas exageram a probabilidade de que coisas negativas lhes aconteçam.

▶ Falácia do planejamento: É um fenômeno em que previsões sobre quanto tempo será necessário para completar uma tarefa futura mostram um viés de otimismo e subestimam o tempo necessário.

▶ Viés do ganho de tempo: O viés de economia de tempo descreve a tendência das pessoas em estimar erroneamente o tempo que pode ser salvo (ou perdido) ao aumentar (ou diminuir) a velocidade.

” Se eu não dormir esta noite fazendo o trabalho, terei terminado amanhã.”

▶ Viés pró-inovação: Um viés pró-inovação é a crença de que uma inovação deve ser adotada por toda a sociedade sem a necessidade de alteração ou ajustes.

▶ Viés da projeção: O viés de projeção é a tendência de falsamente projetar preferências atuais em um evento futuro.

▶ Viés da limitação: Tendência a superestimar sua capacidade de controlar o comportamento impulsivo.

Problema #3 – Necessidade de agir rápido.

Há uma demanda de rápida atuação em muitas áreas de nossa vida. Com escassez de informação e de tempo precisamos tomar certas medidas o mais rápido possível, mas o que é preciso para que tenhamos confiança e atitude para agir rapidamente?

1. Para agir, precisamos estar confiantes em nossa habilidade de impactar e sentir que o que fazemos é importante.

É muito importante que tenhamos confiança – e até a coragem que só o excesso de confiança pode conferir – para agir rapidamente.

Termos/vieses relacionados: 

▶  Efeito de excesso de confiança: Este viés cognitivo faz com que as pessoas se supervalorizem diante de alguma situação, não levando em consideração outros fatores cruciais envolvidos, ignorando os riscos da decisão.

▶ Viés egocêntrico: O viés egocêntrico é a tendência de confiar demais em nossa própria perspectiva e / ou ter uma opinião mais elevada sobre si do que sobre a realidade.

▶ Viés do otimismo: Tendência de não crer na probabilidade de sofrer uma consequência negativa.

▶  Viés da desejabilidade social: Responder as situações de forma que sejam melhores avaliadas pelas outras pessoas.

▶ Efeito da terceira pessoa: Tendência a crer que as mídias têm maior influência sobre os outros do que sobre si mesmo. Acreditar que é menos influenciável por vieses que atingem a todos.

▶ Efeito Forer/Barnum: Trata-se da tendência que temos a crer que eventos sem ligação lógica alguma pode ter algum tipo de ligação de acordo com nossas crenças.

▶ Ilusão do controle: Tendência a superestimar suas capacidades para ter eventos sob controle.

▶ Efeito do falso consenso: Tendência que as pessoas têm a acreditarem que suas crenças, valores, hábitos e opiniões refletem o pensamento da maioria das pessoas.

▶ Efeito Dunning-Krueger: É um viés cognitivo em que pessoas de baixa capacidade têm superioridade ilusória e avaliam equivocadamente sua capacidade cognitiva como sendo maior do que ela.

▶ Efeito difícil-fácil: É um viés cognitivo que se manifesta como uma tendência a superestimar a probabilidade de sucesso em uma tarefa percebida como difícil e a subestimar a probabilidade de sucesso em uma tarefa percebida como fácil.

▶ Ilusão da superioridade: É uma condição de viés cognitivo em que uma pessoa superestima suas próprias qualidades e habilidades, em relação às mesmas qualidades e habilidades de outras pessoas.

▶ Efeito Lago Wobegon: Tendência a subestimar certas capacidades positivas e ignorar os defeitos. Também conhecido pelo nome de viés do otimismo. 

▶ Viés da autoconveniência: Tendência a distorcer cognições para manter a autoestima ou manter sua autoimagem extremamente favorável.

▶ Viés do ator-observador: Também conhecido por Viés da Correspondência ou Erro fundamental de atribuição, é a tendência a acreditar que o que as pessoas fazem reflete quem elas são, sem levar em consideração fatores situacionais e ambientais envolvidos no comportamento.

▶ Hipótese da atribuição defensiva: Atribuir mais culpa ao que prejudica alguém à medida em que o resultado se torna mais severo ou há maior similaridade com a vítima.

▶ Viés da atribuição do traço pessoal: Tendência de ver a si mesmo como menos previsível do que as outras pessoas, relacionando diretamente suas ações à sua personalidade e não ao ambiente e situação.

▶ Justificação pelo esforço: Tendência a conferir maior valor àquilo o qual depositou esforço para realizar.

▶ Compensação de risco: Também conhecido como Efeito Peltzman uma teoria que sugere que as pessoas normalmente ajustam seu comportamento em resposta ao nível de risco percebido, tornando-se mais cuidadosas quando sentem maior risco e menos cuidadosas se sentem mais protegidas.

2. Para nos mantermos focados, favorecemos o imediato e o próximo em detrimento do distante e atrasado.

Valorizamos mais o que nos é presente em detrimento do que é futuro e nos ligamos mais às histórias ou indivíduos do que a grupos.

Termos/vieses relacionados: 

▶ Desconto hiperbólico: Damos mais valor aos benefícios imediatos do que aos benefícios futuros. Da mesma forma que optamos por prazeres imediatos, tendemos a procrastinar ao máximo nossas atividades menos prazerosas. Conseguimos enxergar esse viés nitidamente quando, por exemplo, deixamos a nossa dieta” para a semana que vem” que nunca chega.

▶ Apelo à novidade: Uma falácia onde se propõe que algo só porque é novo é superior ao que é antigo.

▶ Efeito da vítima identificável: Refere-se à tendência de responder mais fortemente à uma única pessoa identificada em risco do que a um grande grupo de pessoas em risco.

3. Para concluirmos algo, somos motivados a completar coisas em que já investimos tempo e energia.

Essa é a versão da Economia Comportamental à primeira Lei de Newton. É muito provável que terminemos atividades que começamos por mais que procrastinemos por um tempo.

▶ Falácia do custo perdido: Também conhecido por falácia do custo irrecuperável, é um viés cognitivo que faz com que a pessoa que teve algum prejuízo racionalize-o e acredite que fez a coisa certa.

▶ Aversão à perda: Trata-se de um grande medo de perder que nós temos.

▶ Escalada irracional: Também conhecido por Escalada do compromisso, trata-se da tendência de uma pessoa ou um grupo de pessoas manterem-se fazendo aquilo que os prejudicou ao invés de mudar o comportamento.

▶ Efeito IKEA: Também chamado Efeito processamento de dificuldade, o efeito da IKEA é um viés cognitivo em que os consumidores atribuem um valor desproporcionalmente alto aos produtos que eles criaram parcialmente. O nome deriva do nome da fabricante sueca e varejista de móveis IKEA, que vende muitos produtos de mobiliário que exigem montagem.

▶ Efeito de criação: Este efeito nos diz que uma informação é mais facilmente lembrada quando é gerada a partir da própria mente ao invés de lida.

▶ Viés do risco zero: Tendência a preferir a completa eliminação de um risco pequeno a zero ao invés de optar por um uma grande redução de um risco maior.

▶ Efeito de disposição: Trata-se de um comportamento observados em investidores de vender ações com lucro em um curto período de tempo e manter ações com prejuízo por um longo período de tempo.

▶  Viés da unidade: O viés da unidade é a tendência dos indivíduos quererem completar uma unidade de um determinado item ou tarefa. As pessoas querem terminar qualquer porção que tenham, não importa o tamanho, é uma percepção de conclusão que é satisfatória para as pessoas.

▶ Efeito da propriedade: Efeito Dotação, a tendência que temos de valorizar mais um item porque está em nossa posse do que se não o tivéssemos.

▶ Efeito Backfire: Quando uma pessoa tem a sua crença confrontada por fatos mas ao invés de mudar de posicionamento aumenta a sua crença.

4.Para evitar erros, somos motivados a preservar nossa autonomia e status em um grupo, e a evitar decisões irreversíveis. 

Se precisarmos escolher, iremos optar pelo que é menos arriscado ou que preserva o status quo. 

Termos/vieses relacionados: 

▶ Reatância (reativismo): É uma excitação motivacional desagradável (reação) a ofertas, pessoas, regras ou regulamentos que ameaçam ou eliminam valores comportamentais específicos.

▶ Psicologia reversa: Uma técnica que envolve a afirmação de uma crença ou comportamento que é oposto ao desejado, com a expectativa de que esta abordagem encoraje o sujeito da persuasão a fazer o que realmente é desejado.

▶ Efeito de dominância assimétrica: Efeito de dominância assimétrica é o fenômeno pelo qual os consumidores tenderão a ter uma mudança específica na preferência entre duas opções quando também apresentarem uma terceira opção que é dominada assimetricamente.

▶ Viés da Comparação social: Ter sentimentos de desagrado e competitividade com alguém que é visto fisicamente, ou mentalmente melhor do que você.

▶  Viés do Status Quo:  Viés do status quo é um viés emocional; uma preferência pelo estado atual das coisas. A linha de base atual (ou status quo) é tomada como um ponto de referência, e qualquer alteração dessa linha de base é percebida como uma perda.

5. Favorecemos opções que parecem simples ou que tem informações mais completas sobre opções mais complexas ou ambíguas.

Optamos por realizar atividades simples e práticas em detrimento das mais difíceis e complexas, mesmo que as mais trabalhosas sejam um melhor gasto de energia.

▶ Efeito da ambiguidade: Efeito de ambiguidade é um viés cognitivo em que a tomada de decisão é afetada pela falta de informação ou “ambigüidade”. O efeito implica que as pessoas tendem a selecionar opções para as quais a probabilidade de um resultado favorável é conhecida, sobre uma opção para a qual a probabilidade de um resultado favorável é desconhecida

▶ Viés da informação: Tendência a procurar por informações que não efetivamente afetarão as decisões.

▶ Viés da crença: Viés da crença é a tendência a julgar a força dos argumentos com base na plausibilidade de sua conclusão, em vez de quão fortemente eles sustentam essa conclusão.

▶ Efeito da rima como razão: Efeito da rima como razão é um viés cognitivo com o qual um ditado ou aforismo é julgado como mais preciso ou verdadeiro quando é reescrito para rimar.

▶ Efeito do bicicletário/Lei da trivialidade: Efeito do bicicletário é um argumento que os membros de uma organização dão peso desproporcional a questões triviais

▶ Efeito Delmore: O Efeito Delmore, conforme definido pela dissertação de doutorado de Paul Whitmore (incapaz de encontrar uma boa cópia on-line), é nossa tendência a fornecer metas mais articuladas e explícitas para áreas de prioridade mais baixa de nossas vidas.

Parece que a natureza assustadora de objetivos verdadeiramente importantes pode motivar o ego a desviar essa ansiedade, atendendo a metas menos importantes, mas também menos ameaçadoras.

▶ Falácia da conjunção: É uma falácia formal que ocorre quando se assume que condições específicas são mais prováveis ​​do que uma única geral.

▶ Navalha de Occam: O princípio de resolução de problemas que afirma essencialmente que “soluções mais simples têm maior probabilidade de serem corretas do que as complexas”.

▶ Efeito menos é melhor: Efeito menos é melhor é um tipo de inversão de preferência que ocorre quando a alternativa menor ou menor de uma proposição é preferida quando avaliada separadamente, mas não avaliada em conjunto.

Problema #4 – Do que devemos lembrar?

Estamos cercados por informações a toda hora, o que exatamente devemos lembrar? Não conseguimos guardar tantas informações como gostaríamos.

Tendemos a preferir generalizações do que especificidades porque elas nos dizem bastante e ocupam pouco espaço.

Detalhes são importantes, mas são – da mesma forma – extremamente custosos para serem guardados.

1.Editamos e reforçamos algumas memórias após o fato.

Algumas vezes as memórias podem ser mais nítidas mas também são altamente editáveis. Muitas vezes – sem querer – agregamos falsas memórias as nossas memórias verdadeiras.

Termos/vieses relacionados: 

▶ Erro na atribuição de memória/ Confusão de fonte: A atribuição incorreta de memória refere-se à capacidade de lembrar informações corretamente, mas estar errado sobre a origem dessas informações.

▶ Criptomnésia: Ocorre quando uma memória esquecida retorna sem que seja reconhecida como tal pelo sujeito, que acredita que é algo novo e original.

▶ Confabulação: É um erro de memória definido como a produção de memórias fabricadas, distorcidas ou mal interpretadas sobre si mesmo ou sobre o mundo, sem a intenção consciente de enganar.

▶ Sugestionabilidade:É estar inclinado a aceitar e agir de acordo com as sugestões dos outros, onde informações falsas mas plausíveis são dadas e preenche as lacunas em certas memórias com informações falsas ao recordar um cenário ou momento.

▶ Efeito de espaçamento: É o fenômeno pelo qual o aprendizado é maior quando o estudo é distribuído ao longo do tempo, em vez de estudar a mesma quantidade de conteúdo em uma única sessão.

2. Descartamos especifidades para formar generalizações.

Nós não damos conta de tanta complexidade. As especifidades que nos apresentam logo podem ser substituídas por grosseiras generalizações.

Termos/vieses relacionados: 

▶ Estereótipos implícitos:  É a atribuição inconsciente de qualidades particulares a um membro de um determinado grupo social.

▶ Preconceito: Preconceito é um sentimento afetivo em relação a uma pessoa ou grupo com base unicamente em características generalizadas do grupo.

▶ Viés da Negatividade: A crença de que, mesmo quando de igual intensidade, coisas de natureza mais negativa têm maior efeito sobre o estado psicológico e processos que coisas neutras ou positivas.

▶ Viés da emoção desbotada:Viés da emoção desbotadas é um fenômeno psicológico em que memórias associadas a emoções negativas tendem a ser esquecidas mais rapidamente do que aquelas associadas a emoções positivas.

3.Reduzimos eventos e listas a seus elementos-chave.

Optamos por coletar alguns itens para representar um todo.

Termos/vieses relacionados: 

▶ Regra do pico e do fim: É uma heurística psicológica na qual as pessoas julgam uma experiência amplamente baseada em como elas se sentiram em seu pico (isto é, seu ponto mais intenso) e em seu final, em vez de se basearem na soma total ou média de cada momento.

▶ Nivelamento e amolação (moldagem): A nitidez é geralmente a forma como as pessoas se lembram de pequenos detalhes na recontagem de histórias que experimentaram ou estão recontando essas histórias. Nivelamento é quando as pessoas mantêm partes de histórias e tentam amenizar essas histórias para que algumas partes sejam excluídas.

▶ Efeito da desinformação: Um efeito de desinformação acontece quando a lembrança de memórias episódicas se torna menos precisa por causa da informação pós-evento.

▶ Negação da duração: A observação psicológica de que os julgamentos das pessoas sobre o desagrado das experiências dolorosas dependem muito pouco da duração dessas experiências.

▶ Efeito da lembrança da sequencia/ Efeito do comprimento da lista: A lembrança serial é a capacidade de recordar itens ou eventos na ordem em que ocorreram. A possibilidade de rechamada em série diminui à medida que a duração da lista ou sequência aumenta.

▶ Efeito da modalidade: Efeito de modalidade refere-se a como o desempenho do aluno depende do modo de apresentação dos itens estudados.

▶ Inibição da memória: Inibição de memória é a capacidade de não lembrar informações consideradas irrelevantes.

▶ Efeito da primazia: Maior facilidade em lembrar mais das palavras positivas faladas no início do que no resto do conteúdo.

▶ Efeito da recência/posição serial: Tendência de uma pessoa relembrar os itens primeiro e último de uma série melhor, e ter maior dificuldade em lembras os itens do meio. 

4. Guardamos memórias de forma diferente, nos baseando na forma como as experimentamos. 

A forma como nossas experiências aconteceram irão predizer como elas serão lembradas.

Termos/vieses relacionados: 

▶ Efeito dos níveis de processamento: Efeito dos níveis de processamento registra a lembrança da memória de estímulos em função da profundidade do processamento mental. Níveis mais profundos de análise produzem traços de memória mais elaborados, mais duradouros e mais fortes do que os níveis superficiais das análises.

▶ Efeito teste: Efeito teste é a descoberta de que a memória de longo prazo é frequentemente aumentada quando parte do período de aprendizado é dedicado à recuperação do futuro.

▶ Mente ausente: É quando uma pessoa demonstra um comportamento desatento ou esquecido.

Pode ter três causas diferentes: um baixo nível de atenção (“blanking” ou “zoning out”), atenção intensa a um único objeto de foco (hiperfoco) que faz com que uma pessoa fique inconsciente de eventos ao seu redor ou distração injustificada da atenção do objeto de foco por pensamentos irrelevantes ou eventos ambientais.

▶ Efeito do próximo da fila: Recordação incompleta para um evento imediatamente anterior a uma performance pública antecipada.

▶ Fenômeno “na ponta da língua”: É o fenômeno de não recuperar uma palavra da memória, combinada com lembrança parcial e a sensação de que a recuperação é iminente.

▶ Efeito google: Efeito Google é a tendência a esquecer informações que podem ser facilmente encontradas on-line usando mecanismos de busca da Internet, como o Google.

Conclusão

Definitivamente não somos tão racionais quanto imaginamos, temos atitudes enviesadas a todo momento, mas por uma boa causa:

A nossa sobrevivência!

Imagina se tivéssemos que usar a lógica para tudo, não suportaríamos um dia assim.

É certo que muitas vezes estes vieses atrapalham as nossas escolhas e por isso devemos buscar compreender com mais profundidade os nossos posicionamentos para que não cometamos erros de julgamentos sobre nós mesmos e sobre outras pessoas.

Observação: Nem todos os termos descritos acima são vieses comportamentais reconhecidos e embasados por experimentos da Economia Comportamental.

Em próximos posts falarei mais sobre vieses cognitivos!!

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